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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Como os vírus são cultivados em ovos para a produção de vacinas


A vacina tem como função estimular o nosso sistema imunológico a criar "armas" contra antígenos (vírus, bactérias) que invadem nosso organismo. Elas são produzidas com antígenos inativados ou atenuados que serão introduzidos em nosso corpo com objetivo de estimular a produção de anticorpos (armas) e células de memória do nosso sistema imunológico. Assim, quando antígeno de determinada doença invadem nosso corpo, as "armas" contra os mesmo, já estarão prontas para elimina-lo rapidamente, evitando assim, os sintomas da doença. 
Veja como a vacina é produzida:
Processo inclui gente, ovos e paciência
1. Coleta - Médicos vão até pessoas infectadas e coletam amostras de sangue e catarro, que vão para o laboratório onde o vírus é isolado.
2. Inoculação - Amostras são injetadas em ovos, que são colocados em incubadoras. O vírus se multiplica dentro dos ovos por um prazo de 2 a 5 dias.
3. Colheita - Uma máquina abre os ovos e extrai seu conteúdo, que é filtrado para isolar os vírus. Cada ovo dá para fazer 1 a 3 doses de vacina.
4. Inativação - Os vírus são mortos pelo contato com uma solução de formol. A vacina é elaborada com fragmentos deles que, quando injetados no paciente, ativam seu sistema imunológico.
5. Atenuação - Neste método, o vírus é resfriado ou diluído (através de sucessivas inoculações de ovos) até que perca parte de sua força. A vacina contém vírus vivo.
6. Vacina de DNA - Técnica ainda em fase experimental. A vacina não contém vírus morto nem enfraquecido só os genes dele. Isso supostamente torna a imunização mais eficaz e segura.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Vacina contra HPV (Papiloma Vírus Humano)

As meninas de 11 a 13 anos de idade já estão sendo vacinadas contra o vírus HPV em todo o Brasil. O vírus é responsável por causar câncer do colo de útero. Como o vírus é transmitido sexualmente, a vacina deve ser aplicada antes do inicio da vida sexual.
A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, Carla Domingues, explica que a vacina é segura e não oferece risco à saúde das meninas. "Já existem mais 175 milhões de doses aplicadas e não existe nenhuma evidência de relatos de que essa vacina tenha causado algum evento grave associado à vacina", comenta a coordenadora.
O câncer do colo do útero tem estimativa de 15.590 novos casos em 2014 no Brasil. Em 80% deles, há associação com o HPV e pelo menos 5.160 mulheres vão morrer, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). É o terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no país. Se diagnosticado e tratado precocemente, há praticamente 100% de chance de cura. 

A vacina contra o HPV é utilizada como estratégia de saúde pública em 53 países, incluindo Estados Unidos, Austrália, Canadá, Inglaterra, México, Colômbia e Suíça. Em 126 nações, no total, sua comercialização também é liberada. No entanto, não se deve transferir o contexto de um país para outro, pois as reações variam entre as populações, de acordo com características genéticas, hábitos de vida e fatores ambientais. “É claro que, como em todo e qualquer medicamento e vacina, existe a possibilidade de efeitos adversos. E é natural que os pais queiram saber mais sobre eles. Mas é preciso diferenciá-los de lendas urbanas. Pessoas que têm algum tipo de reação alérgica a levedura e fungos encontrados em fermento de pão, por exemplo, não devem ser vacinadas. 
             
Além do Ministério da Saúde e das Sociedades Brasileiras de Pediatria, Ginecologia e Imunização, que já se manifestaram para rebater as críticas, médicos de outras especialidades, como a oncologia, se mostram preocupados com o que chamam de ‘contra-propaganda’ direcionada à campanha que começou na internet e estendeu-se pela  tv. 
   
Sobre a Vacina contra o HPV:

1. Como a vacina contra HPV funciona?
Estimulando a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV. A proteção contra a infecção vai depender da quantidade de anticorpos produzidos pelo indivíduo vacinado, a presença destes anticorpos no local da infecção e a sua persistência durante um longo período de tempo.

2. A vacina será oferecida no SUS?
Sim. A vacina HPV será ofertada para meninas e pré-adolescentes entre 09 a 13 anos, nas unidades básicas de saúde e também em escolas públicas e privadas, de forma articulada com as unidades de saúde de cada região.

No entanto, a sua implantação será gradativa. Em 2014, a população alvo da vacinação contra HPV será composta por adolescentes do sexo feminino na faixa etária de 11 a 13 anos. Em 2015, serão vacinadas as adolescentes na faixa etária de 9 a 11 anos e a partir de 2016, serão vacinadas as meninas de 9 anos de idade.

3. Qual é o objetivo estabelecido pelo Ministério da Saúde com a vacinação contra HPV?
O objetivo da vacinação contra HPV no Brasil é prevenir o câncer de colo do útero, refletindo na redução da incidência e da mortalidade por esta enfermidade.

4. Por que o Ministério da Saúde estabeleceu a faixa etária de 9 a 13 anos para a vacinação?
Nas meninas entre 9 a 13 não expostas aos tipos de HPV 6, 11, 16 e 18, a vacina tem eficácia de 98,8%. A época mais favorável para a vacinação é nesta faixa etária, de preferência antes do início da atividade sexual, ou seja, antes da exposição ao vírus.

Estudos também verificaram que nesta faixa etária a vacina quadrivalente induz melhor resposta quando comparada em adultos jovens, e que meninas vacinadas sem contato prévio com HPV têm maiores chances de proteção contra lesões que podem provocar o câncer uterino.

5. Quantas doses são necessárias para a imunização?
Para receber a dose, basta apresentar o cartão de vacinação ou documento de identificação. Cada adolescente deverá tomar três doses para completar a proteção, sendo que a segunda, seis meses depois, e a terceira, cinco anos após a primeira dose.

6. A vacinação contra HPV substituirá o exame de Papanicolaou? 
Não. É importante lembrar que a vacinação é uma ferramenta de prevenção primária e não substitui o rastreamento do câncer de colo do útero em mulheres na faixa etária entre 25 e 64 anos. Assim, as meninas vacinadas, só terão recomendação para o rastreamento quando atingirem a faixa etária preconizada para o exame Papanicolaou e já tiverem vida sexual ativa.
É imprescindível manter a realização do exame preventivo (exame de Papanicolaou), pois as vacinas protegem apenas contra dois tipos oncogênicos de HPV, responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero. Ou seja, 30% dos casos de câncer causados pelos outros tipos oncogênicos de HPV vão continuar ocorrendo se não for realizada a prevenção secundária, ou seja, pelo rastreamento (exame Papanicolaou).

7. A vacina contra HPV pode ser administrada concomitantemente com outra vacina?
A vacina HPV pode ser administrada simultaneamente com outras vacinas do Calendário Nacional de Vacinação do PNI, sem interferências na resposta de anticorpos a qualquer uma das vacinas. Quando a vacinação simultânea for necessária, devem ser utilizadas agulhas, seringas e regiões anatômicas distintas.



Esta não é a primeira nem a última vez que surgem dúvidas em relação a vacinas, mas é importante avaliar bem a fonte das informações antes de tomar as decisões.



Leia aqui a declaração conjunta da Sociedade Brasileira de Imunização e da Sociedade Brasileira de Pediatria: www.sbim.org.br



Leia também o posicionamento da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo): www.febrasgo.org.br


Fontes: http://www.blog.saude.gov.br/

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Vacinas

Vacina é uma preparação antigênica, que inoculada (administrada) num indivíduo induz uma resposta imunitária protetora específica de um ou mais agentes infeciosos.
O antígeno da vacina é normalmente composto por microrganismos (vírus ou bactérias) completos, mortos ou atenuados, ou de um fragmento desses microrganismos, por exemplo, uma parte da parede celular de uma bactéria, uma toxina inativa, etc…
O antígeno escolhido para uma vacina deve ser “imunogênico”, ou seja, deve desencadear uma reação imunitária e não provocar a doença. A vacina é uma medida de proteção que induz no indivíduo uma resposta imunitária como se tivesse sido realmente infectado pelo microrganismo.
As primeiras ações de imunizações no Brasil datam de 1804. Mas foi no ano de 1973 que foi criado oPrograma Nacional de Imunizações (PNI) doMinistério da Saúde. E por meio do PNI o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza todos os anos mais de 300 milhões de doses de vacinas. Ao todo, são oferecidos gratuitamente 42 tipos de imunobiológicos e 25 vacinas. Mas você sabe quais são as vacinas e quem deve tomá-las?
Antes do PNI, as ações de imunização eram caracterizadas pela descontinuidade e pela baixa área de cobertura. Criado com o objetivo de coordenar essas ações, o Programa - em 40 anos - transformou o Brasil em um dos países que oferece o maior número de vacinas do mundo.
Todo esse esforço para imunizar a população está dando resultados. O Brasil alcançou a erradicação da poliomielite e da varíola, e a eliminação da circulação do vírus autóctone do sarampo, desde 2000, e da rubéola, desde 2009. Também foi registrada queda acentuada nos casos e incidências das doenças imunopreveníveis, como as meningites por meningococo, difteria, tétano neonatal, entre outras.
Das vacinas disponíveis hoje no SUS, 96% são produzidas no Brasil ou estão em processo de transferência de tecnologia. Isso só é possível porque existe no país um parque produtor de vacinas e imunobiológicos. É um importante patrimônio que deixa o Brasil em situação privilegiada em relação a outros países do mundo e possibilita o desenvolvimento científico e tecnológico.
Novas vacinas – Nos últimos quatro anos, o Ministério da Saúde introduziu sete novas vacinas. Em 2010, foi a vacina pneumocócica 10 valente e meningocócica C conjugada. Em 2012, incluiu a vacina penta (difteria, tétano, pertussis, Haemophilus influenza tipo b e hepatite B) e a vacina inativada poliomielite (VIP). Já em 2013, o PNI ampliou a oferta da vacina hepatite B, de 29 para 49 anos de idade.
Recentemente, o SUS passou a oferecer a vacina tetra viral, que protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela, e é exclusiva para crianças com 15 meses que tenham tomado a primeira dose da tríplice viral. Em 2014, o Ministério já incluiu a vacina contra o HPV, e vai lançar ainda a vacina contra a hepatite A e a dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) para gestantes.
Calendário Nacional de Vacinação
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Fonte: http://www.blog.saude.gov.br/