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sábado, 4 de abril de 2020

A cadeira vazia - Reflexão

Um pastor foi chamado para orar por um homem muito enfermo. Ao entrar no quarto onde ele estava, havia uma cadeira ao lado da cama, fato que o levou a pensar que o homem aguardava sua chegada.
- Suponho que estava me esperando, -  disse o pastor.
- Não. Quem é você? respondeu o homem enfermo.
- Sou o pastor que a sua filha chamou para orar por você; quando entrei vi a cadeira vazia ao lado de sua cama, imaginei que você soubesse que eu viria visita-lo.
- Ah sim, a cadeira. Entre e feche a porta, Então o homem enfermo lhe disse: - Nunca contei para ninguém, mas passei toda a minha vida sem ter aprendido a orar. Não sabia direito como se deve orar. E nunca dei muita importância para oração, pensava que Deus estava muito distante de mim. Assim sendo, há muito tempo, abandonei por completo a ideia de falar com Deus. Até que um dia um amigo me disse: José! orar é muito simples, orar é conversar com Jesus, e isso eu sugiro que você nunca deixe de fazer. Sugeriu que eu sentasse em uma cadeira e colocasse outra cadeira vazia na minha frente crendo com muita fé, que Jesus estava ali sentado, bem na minha frente e me ouvindo, Afinal, JESUS mesmo disse:” Eu estarei sempre com vocês”. Portanto você pode falar com Ele e escutá-lo, da mesma maneira como está fazendo comigo agora.  Pois assim eu procedi e me adaptei a ideia. Desde então, tenho conversado com JESUS umas duas horas diárias. Tenho sempre muito cuidado, para que minha filha não me veja, pois me internaria num manicômio imediatamente. 0 pastor sentiu uma grande emoção ao ouvir aquilo, e disse a José que era muito bom o que ele estava fazendo e que nunca deixasse de fazê-lo. Em seguida orou com ele e foi embora. Dois dias mais tarde, a filha de José comunicou ao pastor que seu pai havia falecido. Porém, há algo de estranho em relação a sua morte, pois aparentemente, antes de morrer, chegou perto da cadeira que estava ao lado da cama, e debruçou a cabeça nela. Foi assim que o encontrei.
- Porquê será isso? Perguntou a filha.
   0 pastor profundamente emocionado, enxugou as lágrimas e respondeu:
” Ele partiu nos braços do seu melhor amigo.”
Jesus está mais próximo de nós do que pensamos!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

domingo, 16 de setembro de 2018

Eleição democrática do terror

Ele nada entendia da situação real do país. Nem demonstrava interesse por ela, embora atuasse ativamente na política. Por isso não gostava de ser questionado, irritava-se diante das perguntas como se fossem armas apontadas em sua direção. Não queria que a sua ignorância se tornasse explícita.
Ser estranho, ele tinha olhos alucinados afundados nas órbitas, lábios espremidos, gestos cortantes. Todo o seu corpo era rígido, como se moldado em armadura. Ao ficar na defensiva, parecia uma fera acuada. Ao passar à ofensiva, a fera exibia garras afiadas e de suas mandíbulas pingava sangue.
Sua fala exalava ódio, rancor, preconceito. Aliás, não falava, gritava. Não sabia sorrir, tratar alguém com delicadeza, ter um gesto de cortesia ou humildade. Evitava ao máximo os repórteres. Julgava suas perguntas invasivas. E temia que a sua verdadeira face antidemocrática transparecesse em suas respostas.
Educado em fileiras militares, aprendera apenas a dar e cumprir ordens, enquadrar quem o cercava e ultrajar quem se opunha às suas opiniões. Jamais aceitava o contraditório ou praticava um mínimo de tolerância. Considerava-se o senhor da razão.
A nação estava em frangalhos, mergulhada em crise ética, política e econômica, e o horizonte da esperança espelhado em trevas. Pelo país afora havia milhares de desempregados, criminalidade generalizada, corrupção em todas as instâncias de poder. O câmbio disparara, a moeda nacional perdia valor, o descontentamento era geral. O governo carecia de credibilidade e se via cada vez mais fragilizado. O povo clamava por um salvador da pátria.
Jovens desesperançados viam nele um avatar capaz de inaugurar a idade de ouro. Era ele o cara, surfando na descrença generalizada na política e nos políticos. O Executivo se debilitara por corrupção e incompetência, o Legislativo mais parecia um ninho de ratos, o Judiciário se partidarizara submisso a interesses escusos.
 Ele se dizia cristão, e se considerava ungido por Deus para livrar o país de todos os males. Advogava soluções militares para problemas políticos. Movido pela ambição desmedida, se apresentou como candidato à eleição democrática para ocupar o mais alto posto da República, embora ostentasse a patente de simples oficial de baixo escalão do Exército.
De sua oratória raivosa ressoava o discurso agressivo, bélico, insano. Haveria de modificar todas as leis para implantar uma ordem marcial que poria fim a todas as mazelas do país. Eleito, seria ele o comandante-em-chefe, e todos os cidadãos passariam a ser tratados como meros recrutas obrigados a cumprir estritamente as suas ordens.
Prometia fortalecer o aparato policial e as Forças Armadas. Sua noção de justiça se resumia a uma bala de revólver ou a um tiro de fuzil. Eleito, excluiria da vida social um enorme contingente de pessoas consideradas por ele sub-humanos e indesejáveis, mulheres, homossexuais, trabalhadores em luta por seus direitos e comunistas. Todos que se opunham às suas opiniões eram por ele apontados como bodes expiatórios da desgraça nacional.
Seu mandato presidencial haveria de trazer a era de fartura e prosperidade. Reergueria a economia e asseguraria oportunidades de trabalho a todos. Exaltaria os privilégios do capital sobre os direitos dos trabalhadores. Aqueles que o seguissem seriam felizes, e livres para sobrepor a lógica das armas ao espírito das leis. Os demais, excluídos sumariamente do convívio social.
Enfim, após uma série de manobras políticas e forte repressão às forças adversárias, ele foi eleito chefe de Estado. A nação entrou um júbilo. O salvador havia descido dos céus! Ou melhor, brotado das urnas.Tudo isso aconteceu há 85 anos, em 1933. Na Alemanha alquebrada pela derrota na Primeira Grande Guerra. O nome dele era Adolfo Hitler.
                                                 Frei Betto

sábado, 1 de setembro de 2018

O Povo - Crônica de Rubem Alves

“Mesmo o mais corajoso entre nós só raramente tem coragem para aquilo que ele realmente conhece”, observou Nietzsche. É o meu caso. Muitos pensamentos meus, eu guardei em segredo. Por medo.
Alberto Camus, leitor de Nietzsche, acrescentou um detalhe acerca da hora em que a coragem chega: "Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos". Tardiamente. Na velhice. Como estou velho, ganhei coragem. Vou dizer aquilo sobre o que me calei: "O povo unido jamais será vencido", é disso que eu tenho medo.
Em tempos passados, invocava-se o nome de Deus como fundamento da ordem política. Mas Deus foi exilado e o "povo" tomou o seu lugar: a democracia é o governo do povo. Não sei se foi bom negócio; o fato é que a vontade do povo, além de não ser confiável, é de uma imensa mediocridade. Basta ver os programas de TV que o povo prefere.
A Teologia da Libertação sacralizou o povo como instrumento de libertação histórica. Nada mais distante dos textos bíblicos. Na Bíblia, o povo e Deus andam sempre em direções opostas. Bastou que Moisés, líder, se distraísse na montanha para que o povo, na planície, se integrasse à adoração de um bezerro de ouro. Voltando das alturas, Moisés ficou tão furioso que quebrou as tábuas com os Dez Mandamentos.
E a história do profeta Oséias, homem apaixonado! Seu coração se derretia ao contemplar o rosto da mulher que amava! Mas ela tinha outras idéias. Amava a prostituição. Pulava de amante e amante enquanto o amor de Oséias pulava de perdão a perdão. Até que ela o abandonou.
Passado muito tempo, Oséias perambulava solitário pelo mercado de escravos. E o que foi que viu? Viu a sua amada sendo vendida como escrava. Oséias não teve dúvidas. Comprou-a e disse: "Agora você será minha para sempre." Pois o profeta transformou a sua desdita amorosa numa parábola do amor de Deus.
Deus era o amante apaixonado. O povo era a prostituta. Ele amava a prostituta, mas sabia que ela não era confiável.
O povo preferia os falsos profetas aos verdadeiros, porque os falsos profetas lhe contavam mentiras.
As mentiras são doces; a verdade é amarga.
Os políticos romanos sabiam que o povo se enrola com pão e circo.
No tempo dos romanos, o circo eram os cristãos sendo devorados pelos leões.
E como o povo gostava de ver o sangue e ouvir os gritos!
As coisas mudaram. Os cristãos, de comida para os leões, se transformaram em donos do circo. O circo cristão era diferente: judeus, bruxas e hereges sendo queimados em praças públicas. As praças ficavam apinhadas com o povo em festa, se alegrando com o cheiro de churrasco e os gritos.
Reinhold Niebuhr, teólogo moral protestante, no seu livro "O Homem Moral e a Sociedade Imoral" observa que os indivíduos, isolados, têm consciência. São seres morais. Sentem-se "responsáveis" por aquilo que fazem. Mas quando passam a pertencer a um grupo, a razão é silenciada pelas emoções coletivas.
Indivíduos que, isoladamente, são incapazes de fazer mal a uma borboleta, se incorporados a um grupo tornam-se capazes dos atos mais cruéis. Participam de linchamentos, são capazes de pôr fogo num índio adormecido e de jogar uma bomba no meio da torcida do time rival. Indivíduos são seres morais. Mas o povo não é moral. O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.
Seria maravilhoso se o povo agisse de forma racional, segundo a verdade e segundo os interesses da coletividade. É sobre esse pressuposto que se constrói a democracia. Mas uma das características do povo é a facilidade com que ele é enganado. O povo é movido pelo poder das imagens e não pelo poder da razão. Quem decide as eleições e a democracia são os produtores de imagens. Os votos, nas eleições, dizem quem é o artista que produz as imagens mais sedutoras.
O povo não pensa. Somente os indivíduos pensam. Mas o povo detesta os indivíduos que se recusam a ser assimilados à coletividade. Uma coisa é a massa de manobra sobre a qual os espertos trabalham.
Nem Freud, nem Nietzsche e nem Jesus Cristo confiavam no povo. Jesus foi crucificado pelo voto popular, que elegeu Barrabás.
Durante a revolução cultural, na China de Mao-Tse-Tung, o povo queimava violinos em nome da verdade proletária. Não sei que outras coisas o povo é capaz de queimar. O nazismo era um movimento popular. O povo alemão amava o Führer. O povo, unido, jamais será vencido!
Tenho vários gostos que não são populares. Alguns já me acusaram de gostos aristocráticos. Mas, que posso fazer? Gosto de Bach, de Brahms,
de Fernando Pessoa, de Nietzsche, de Saramago, de silêncio; não gosto de churrasco, não gosto de rock, não gosto de música sertaneja, não gosto de futebol. Tenho medo de que, num eventual triunfo do gosto do povo, eu venha a ser obrigado a queimar os meus gostos e a engolir sapos e a brincar de "boca-de-forno", à semelhança do que aconteceu na China. De vez em quando, raramente, o povo fica bonito. Mas, para que esse acontecimento raro aconteça, é preciso que um poeta entoe uma canção e o povo escute: "Caminhando e cantando e seguindo a canção." Isso é tarefa para os artistas e educadores.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Telefones Úteis do Céu


Quando estiver triste, ligue João 14
Quando pessoas faltarem com você, ligue Salmos 27
Se você quer ser frutífero, ligue João 15
Quando você estiver nervoso, ligue Salmo 51
Quando você estiver preocupado, ligue Mateus 6:19-34
Quando você estiver em perigo, ligue Salmo 91
Quando Deus parecer distante, ligue Salmo 139
Quando sua fé divina precisar ser ativada, ligue Hebreus 11
Quando você está solitário e com medo, ligue Salmos 23
Quando você for áspero e crítico, ligue 1 Corintios 13
Para saber o segredo da felicidade de Paulo, ligue Colosenses 3:12-17
Para idéia de Cristianismo, ligue 1 Corintios 5:15-19
Quando você sentir-se triste e sozinho, ligue Romanos 8:31-39
Quando você quiser paz e descanso, ligue Mateus 11:25-30
Quando o mundo parecer maior que Deus, ligue Salmos 90
Quando você quiser a garantia de Cristo, ligue Romanos 8:1-30
Quando você deixar a casa para trabalhar ou viajar, ligue Salmo 121
Quando suas orações forem estreitas ou egoístas, ligue Salmo 67
Para uma excelente oportunidade ou invenção, ligue Isaias 55
Quando você quer coragem para fazer uma tarefa, um dever, ligue Josué 1
Quando você pensa em investimentos/retornos, ligue Marcos 10
Se seu livrinho de bolso está cheio, ligue Salmos 37
Se você perdeu a confiança nas pessoas, ligue 1 Corintios 13
Se as pessoas parecem indelicadas, ligue João 15
Se você está desencorajado com o trabalho, ligue Salmos 126
Se você acha que o mundo e você estão crescendo pouco, ligue Salmos 19
Esses telefones de emergência podem ser discados diretamente. Você não fala com operador.  Todas as linhas estão disponíveis  24 horas por dia.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Dicas de Dalai Lama:

1-Dê mais às pessoas, mais do que elas esperam, e faça com alegria.
2-Decore seu poema favorito.
3-Não acredite em tudo que você ouve, gaste tudo o que você tem e durma    tanto quanto você queira.
4-Quando disser “Eu te amo” olhe as pessoas nos olhos.
5-Fique noivo pelo menos seis meses antes de se casar.
6-Acredite em amor à primeira vista.
7-Nunca ria dos sonhos de outras pessoas.
8-Ame profundamente e com paixão.
9-Você pode se machucar, mas é a única forma de viver a vida completamente.
10-Em desentendimento, brigue de forma justa, não use palavrões.
11-Não julgue as pessoas pelo seus parentes.
12-Fale devagar mas pense com rapidez.
13-Quando alguém perguntar algo que você não quer responder, sorria e pergunte: “Porque você quer saber?”.
14-Lembre-se que grandes amores e grandes conquistas envolvem riscos.
15-Ligue para sua mãe.
16-Diga “saúde” quando alguém espirrar.
17-Quando você se deu conta que cometeu um erro, tome as atitudes necessárias.
18-Quando você perder, não perca a lição.
19-Lembre-se dos três Rs: Respeito por si próprio, respeito ao próximo e responsabilidade pelas ações.
20-Não deixe uma pequena disputa ferir uma grande amizade.
21-Sorria ao atender o telefone, a pessoa que estiver chamando ouvirá isso em sua voz.
22-Case com alguém que você goste de conversar. Ao envelhecerem suas aptidões de conversação serão tão importantes quanto qualquer outra.
23-Passe mais tempo sozinho.
24-Abra seus braços para as mudanças, mas não abra mão de seus valores.
25-Lembre-se de que o silêncio, às vezes, é a melhor resposta.
26-Leia mais livros e assista menos TV.
27-Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e olhar para trás, você poderá aproveitá-la mais uma vez.
28-Confie em Deus, mas tranque o carro.
29-Uma atmosfera de amor em sua casa é muito importante. Faça tudo que puder para criar um lar tranquilo e com harmonia.
30-Em desentendimento com entes queridos, enfoque a situação atual.
31-Não fale do passado.
32-Leia o que está nas entrelinhas.
33-Reparta o seu conhecimento. É uma forma de alcançar a imortalidade.
34-Seja gentil com o planeta.
35-Reze. Há um poder incomensurável nisso.
36-Nunca interrompa enquanto estiver sendo elogiado.
37-Cuide da sua própria vida.
38-Não confie em alguém que não fecha os olhos enquanto beija.
40-Uma vez por ano, vá a algum lugar onde nunca esteve antes.
41-Se você ganhar muito dinheiro, coloque-o a serviço de ajudar os outros, enquanto você for vivo. Esta é a maior satisfação de riqueza.
42-Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele em que o amor de um pelo outro é maior do que a necessidade de um pelo outro.
43-Julgue seu sucesso pelas coisas que você teve que renunciar para conseguir.
44-Lembre-se de que seu caráter é seu destino.
45-Usufrua o amor e a culinária com abandono total. 

sábado, 24 de setembro de 2016

O Supérfluo e o Necessário


"Uns queriam um emprego melhor;
outros, um emprego...
Uns queriam uma refeição mais farta;
outros, apenas uma refeição...
Uns queriam uma vida mais amena;
outros, apenas viver...
Uns queriam ter pais mais esclarecidos;
outros, apenas ter pais...
Uns queriam ter olhos claros;
outros, apenas enxergar...
Uns queriam ter voz bonita;
outros apenas falar...
Uns queriam o silêncio;
outros, ouvir...
Uns queriam um sapato novo;
outros, ter pés...
Uns queriam um carro;
outros, andar...
Uns queriam o supérfluo...
Outros, apenas o necessário..."

sábado, 13 de agosto de 2016

O que podemos aprender com os cães?


1. Nunca deixe passar a oportunidade de sair para dar uma volta.
2. Deixe o vento tocar o seu rosto.
3. Quando pessoas queridas chegam em casa, sempre corra para cumprimentá-los.
4. Quando for de seu interesse, seja obediente.
5. Deixe os outros perceberem quando invadiram seu território.
6. Tire umas sonecas e sempre se espreguice antes de se levantar.
7. Corra e brinque todos os dias.
8. Coma com gosto e entusiasmo.
9. Seja leal.
10. Nunca finja ser o que não é.
11. Se o que voce deseja está enterrado, cave até encontrá-lo.
12. Quando alguém não esta tendo um bom dia, fique quieto, sente perto dessa
pessoa e dê carinho.
13. Fique contente com a atenção recebida e deixe que as pessoas toquem voce.
14. Evite morder quando um simples rosnado resolverá o problema.
15. Em dias quentes, beba muita água e descanse à sombra de uma árvore.
16. Quando voce estiver contente, dance e mexa todo seu corpo.
17. Não importa com que frequência voce seja criticado simplesmente demonstre a
sua amizade.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Coisas que aprendi com você


Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você pegar o primeiro desenho que fiz e prendê-lo na geladeira e, imediatamente, tive vontade de fazer outros para você. Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você dando comida a um gato de rua e aprendi que é legal tratar bem os animais.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você fazer meu bolo favorito e aprendi que as coisas pequenas podem ser as mais especiais na nossa vida. Quando você pensava que eu não estava olhando, ouvi você fazendo uma oração e aprendi que existe um Deus, com quem eu posso sempre falar e em quem eu posso sempre confiar.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você fazer comida e levar para uma amiga que estava doente, e aprendi que todos nós temos que ajudar a tomar conta uns dos outros. Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você dando seu tempo e seu dinheiro para ajudar as pessoas mais necessitadas, e aprendi que aqueles que têm alguma coisa devem ajudar quem nada tem.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu percebi você me dando um beijo de boa noite e me senti uma pessoa amada e segura. Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você tomando conta da nossa casa e de todos nós, e aprendi que nós temos que cuidar com carinho daquilo que temos e das pessoas que gostamos.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi como você cumpria com todas as suas responsabilidades, mesmo quando não estava se sentindo bem, e aprendi que eu tinha que ser responsável quando crescesse. Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você se desculpar com uma amiga, embora tivesse razão, e aprendi que às vezes vale a pena abrir mão de um ponto de vista para preservar a amizade e o bem-estar nos relacionamentos.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi lágrimas nos seus olhos e aprendi que, às vezes, acontecem coisas que nos machucam, mas que não tem nenhum problema a gente chorar. Quando você pensava que eu não estava olhando, eu percebi você cuidando do vovô com carinho e atenção, e aprendi que devemos tratar bem e respeitar aqueles que nos cuidaram na infância.
Quando você pensava que eu não estava olhando, foi que aprendi a maior parte das lições que precisava para ser uma pessoa boa e produtiva quando crescesse.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu olhava para você e queria lhe dizer: "obrigada por todas as coisas que eu vi e aprendi, quando você pensava que eu não estava olhando!"
                                Autor desconhecido

domingo, 24 de janeiro de 2016

Fábula: A rã e o rato


Um jovem rato em busca de aventuras, corria despreocupado ao longo da margem de uma lagoa onde vivia uma rã.
Quando a rã viu o rato, nadou até a margem e disse coachando:
"Você não gostaria de me fazer uma visita? Prometo que, se aceitar meu convite, não se arrependerá..."
O rato, de bom grado, aceitou aquela oferta na hora, já que estava ansioso para conhecer o mundo e tudo que havia nele.
Entretanto, embora soubesse nadar um pouco, cauteloso e com um pouco de receio, já que ele não era um animal da água, disse que não se arriscaria a entrar na lagoa sem alguma ajuda.
A rã teve uma ideia. Ela amarrou a perna do rato à sua com uma robusta fibra de junco. Então, já dentro da lagoa, pulou levando junto com ela seu infeliz e ingênuo companheiro.
O rato logo se deu por satisfeito e queria voltar para terra firme. Mas a traiçoeira rã tinha outros planos. Ela deu um puxão no rato, que preso à sua perna nada podia fazer, e mergulhou nas águas profundas e escuras afogando-o.
No entanto, antes que o malicioso anfíbio pudesse soltar-se da fibra que o prendia ao Rato, um Falcão que sobrevoava a lagoa, ao ver o corpo do rato flutuando na água, deu um vôo rasante, e com suas fortes garras o segurou levando-o para longe, trazendo também consigo a rã que ainda estava presa à perna do infeliz roedor.
Desse modo, com um só golpe, a ave de rapina capturou a ambos, tendo assegurada uma porção de carne variada, animal e peixe, para o seu jantar daquele dia.
                                               Esopo

 MORAL: Não existe mal praticado que não se volte contra seu autor.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Reflexão: Os cinco sinos


Era uma vez um hotel chamado Estrela de Prata. O hoteleiro não conseguia fazer a receita cobrir as despesas, embora se esforçasse ao máximo para atrair hóspedes oferecendo um hotel confortável, um serviço cordial e preços razoáveis. Por isto, desesperado, foi consultar um sábio.
- É muito simples. Você deve mudar o nome do hotel.
- Impossível, - retrucou o hoteleiro. - Há gerações ele é Estrela de Prata, assim é conhecido em todo o país.
- Não, - disse o sábio com firmeza. - Agora você deve chamá-lo de Cinco Sinos e, na entrada, colocar uma fileira de seis sinos.
- Seis sinos? Isso é absurdo! De que adiantaria?
- Experimente e verá, - recomendou o sábio com um sorriso.
Então, o hoteleiro experimentou, e eis o que viu: cada viajante que passava pelo hotel fazia questão de entrar para apontar o erro, acreditando que ninguém o notara. Uma vez lá dentro, impressionava-se com a cordialidade dos serviços e ficava para repousar, propiciando ao hoteleiro, desse modo, rendimentos que ele não conseguira por tanto tempo.
Às vezes, o esforço, a persistência e a insistência não são suficientes para levar-nos ao objetivo almejado. É preciso mudar.
Mudar conceitos, a forma de pensar, a forma de agir. Mudar o caminho traçado.
                                     Autor Desconhecido  

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

O Combustível da Autoconfiança

Desarrumada e mal vestida, a menina negra, magra pela fome e não pela anorexia, desceu o morro carioca para tentar a sorte no programa de calouros de Ary Barroso. Era o momento áureo do rádio que, dos anos de 1930 a 1950, revelou grandes nomes da MPB.
Na fila de inscrições estavam lindas jovens bem vestidas e a menina favelada olhava para elas sem qualquer medo. Tinha apenas treze anos e já era mãe. Seu bebê estava doente e ela precisava fazer algo para conseguir algum dinheiro. No corredor os calouros aguardavam o chamado e em seguida entravam trêmulos.

- Elza Gomes da Conceição, sua vez! Após ouvir seu nome, a menina cruzou a porta do estúdio. Cerca de mil pessoas a aguardavam. O programa era o maior sucesso na época e no palco estava o grande Ary Barroso, autor de "Aquarela do Brasil", pois ele próprio acompanhava os calouros ao piano.

Ao ver a menina com no máximo 35 quilos, subindo ao palco completamente desengonçada, usando uma roupa emprestada e ajustada com alfinetes para conter as sobras de pano, duas marias-chiquinhas, a platéia explodiu na risada.
O apresentador do programa arrumou os óculos e disse, friamente:
- Aproxime-se.
Ela ignorou as gargalhadas e foi até ele.
- O que você veio fazer aqui? - perguntou intrigado.
- Ué, eu vim cantar. - disse ela com o ar mais inocente desse mundo.
- Mas quem disse a você que você canta? - Eu! - falou com voz firme.
- Diga-me uma coisa: de que planeta você veio? - questionou de forma ácida.
Ela respirou fundo e lhe respondeu:
- Eu vim do planeta-fome, seu Ary. Do mesmo planeta de onde o senhor veio.
Nesse momento o auditório se calou. Ali estava uma adolescente cheia de bravura, desafiando o grande ícone da música brasileira, lembrando que ele próprio também tivera um berço pobre e que havia passado por dificuldades acerbas como as que ela no momento passava.
Silencioso, Ary apontou para ela o microfone e deslizou seus dedos no teclado em seguida.
A menina então começou a cantar com a voz afinada e ao mesmo tempo arranhada, rouca, única, apresentando efeitos que ninguém jamais tinha ouvido.
No final, o mesmo público que riu tanto dela em sua chegada vibrou de emoção e encheu o estúdio de palmas. Ela as recebeu chorando, abraçada com Ary que, igualmente muito emocionado, disse:
- Senhoras e senhores, nesse exato momento acaba de nascer uma estrela.
Elza Soares, em seu livro "Cantando para não Enlouquecer", narra sua história repleta de momentos de superação como esse.
Podemos nos perguntar: o que faz alguém como ela chegar à vitória, vencendo obstáculos tidos com intransponíveis, atravessando oceanos de dificuldades?
O que move uma alma na direção da excelência em qualquer área, fazendo com que até mesmo os maiores problemas se transformem numa espécie de combustível para vôos mais altos?
O que produz essa certeza de que não há porque recuar e que vale seguir adiante?
Resposta: Auto-confiança.
Ter convicção do nosso próprio potencial e sentir que é possível fazer algo valioso, com aquilo que já guardamos em nosso interior, é uma espécie de elemento mágico que promove a química do sucesso.
Pessoas que não acreditam em si mesmas acabam não deixando aflorar o imenso poder que já possuem.
Mas aqueles que têm convicção das suas habilidades e talentos e que, por outro lado, também são capazes de reconhecer seus pontos fracos, se colocam no caminho do crescimento. Ter auto-conhecimento para perceber aquilo que podemos melhorar não significa sentir-se pequeno, fraco, mas representa poder de percepção para melhorar continuamente.
Portanto, se confiamos em nós mesmos podemos ver, com tranqüilidade, aquilo que nos falta, ao mesmo tempo em que notamos aquilo que já possuímos de bom.
Esse duplo foco nos desperta uma grande energia na busca dos nossos propósitos.
Como dizia Henry Ford: "Se você acredita que pode ou se você acredita que não pode, de qualquer jeito estará certo".
Estou convicto de que a história de Elza Soares, essa fantástica cantora da nossa terra, pode ser inspiradora para você.
Ela nos lembra o quanto podemos fazer diferença no mundo quando, diante das dificuldades, respiramos fundo, acessamos recursos latentes e seguimos firmemente na direção dos nossos sonhos.
Vou dizer algo para você e espero que lembre sempre disso. Duas palavras bem simples mas que expõe a minha crença de que você tem grande força interior, bem como o meu desejo de que mostre ao mundo seu potencial.
As palavras são: Você pode!
                                           Kau Mascarenhas

domingo, 11 de janeiro de 2015

Não há razão para não seguir seu coração

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...¸.·´
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“Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: ‘Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último.’ Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: ‘Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?’
E se a resposta é ‘não’ por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa. Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante.

Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder.”
                                             Steve Jobs

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O jumento importante?


Um jumento, ao voltar para o estábulo onde ficava confinado com outros de sua espécie, encontrou sua mãe e logo foi falando de uma experiência que vivera ao levar um homem para uma cidade. Dizia, todo feliz, que nunca tivera tanta honra, que as pessoas o saudavam, passavam as mãos pelos seus pêlos, estendiam tapetes por onde passava e que faziam reverência e abanavam folhas de palmeiras. A mãe olhava para o filho com um olhar terno, sem querer interromper sua narrativa. Porém começou a ficar impaciente quando o pequeno jumento, todo esnobe, começou a se dar uma importância exagerada, dizendo que era o melhor condutor de homens, era o preferido, era saudado e reverenciado, que não havia outro jumento como ele, que era o rei de sua espécie. Aproveitando uma pausa do falastrão, a mãe pergunta quem ele estava levando nas costas. Rapidamente ele responde que era um tal JESUS, mas isso não vinha ao caso e retomou a tagarelice, chamando a atenção dos outros jumentos. Aí a mãe proprõe a ele que voltasse um dia àquela cidade para apurar e comprovar sua popularidade. Então chegou o dia esperado e o jumento foi escalado para levar dois sacos de mantimentos e seguir uma grande caravana. Mas, ao chegar na cidade não aconteceu nada do que esperava, as pessoas passavam por ele e nem o percebiam, parecia invisível. Seguia o caminho indicado e esperava alguma manifestação mais adiante, mas nada aconteceu. Chegaram a empurrá-lo e foi até maltratado quando arriscou uma olhadela pelos becos mais escuros. Entristeceu e voltou ao estábulo cabisbaixo. Sua mãe percebeu sua tristeza e esperou que ela passasse para depois falar com ele. Quando se sentiu mais seguro, o pequeno jumento aproximou-se de sua mãe e manifestou sua indignação. A mãe, como sempre terna, como todas as mães, olha para o filho inconsolável e diz mansamente: Filho, você sem esse tal JESUS, não passa de um simples jumento!

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

20 de Novembro - Dia Nacional da Consciência Negra



 O que faz o balão subir?
Era uma vez um velho homem que vendia balões numa quermesse. 
Evidentemente, o homem era um bom vendedor, pois deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores de balões. 
Havia ali perto um menino negro. Estava observando o vendedor e, é claro apreciando os balões. 
Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco.
Todos foram subindo até sumirem de vista.
O menino, de olhar atento, seguia a cada um.
Ficava imaginando mil coisas... 
Uma coisa o aborrecia, o homem não soltava o balão preto. Então aproximou-se do vendedor e lhe perguntou:
- Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros? 
O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse:
- Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir.
O menino deu um sorriso de satisfação, agradeceu ao vendedor e saiu saltitando, para confundir-se com a garotada que coloria o parque naquela tarde ensolarada.


    Autor : Anthony de Mello 
     ( com base no conto “ O vendedor de balões”)



História do Dia Nacional da 

Consciência Negra


O Dia Nacional da Consciência Negra. É celebrado em 20 de novembro porque foi nesta data, há exatos  319 anos morreu Zumbi dos Palmares, o líder que resistiu bravamente às atrocidades da escravidão no Brasil.  
 Zumbi foi o grande líder do quilombo dos Palmares, respeitado herói da resistência antiescravagista. Pesquisas e estudos indicam que nasceu em 1655, sendo descendente de guerreiros angolanos. Em um dos povoados do quilombo, foi capturado quando garoto por soldados e entregue ao padre Antonio Melo, de Porto Calvo. Criado e educado por este padre, o futuro líder do Quilombo dos Palmares já tinha apreciável noção de Português e Latim aos 12 anos de idade, sendo batizado com o nome de Francisco. Padre Antônio Melo escreveu várias cartas a um amigo, exaltando a inteligência de Zumbi (Francisco). Em 1670, com quinze anos, Zumbi fugiu e voltou para o Quilombo. Tornou-se um dos líderes mais famosos de Palmares. "Zumbi" significa: a força do espírito presente. Baluarte da luta negra contra a escravidão, Zumbi foi o último chefe do Quilombo dos Palmares.