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domingo, 19 de junho de 2016

Anemia Falciforme

Glóbulos vermelhos em forma de foice
A Assembleia Geral das Nações Unidas estabeleceu o dia 19 de junho como o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme, com o objetivo de dar visibilidade e reduzir as taxas de morbidade e mortalidade da doença. Apesar de existirem cerca de 60 mil pessoas no Brasil vivendo com Doença Falciforme, poucas pessoas conhecem ou já ouviram falar sobre ela. A Doença Falciforme (DF) é genética e hereditária, caracterizada por uma alteração nos glóbulos vermelhos do sangue (hemácias). Na pessoa com DF, em período de crise, a hemácia modica o seu formato: de arredondada para o formato de foice, o que acaba dificultando a circulação de oxigênio nos tecidos. Os principais sinais da doença são dores crônicas, infecções e icterícia, e ocorrem já no primeiro ano de vida. Apesar de particularidades que as distinguem e de graus variados de gravidade, as diferentes formas da DF caracterizam-se por numerosas complicações que podem afetar quase todos os órgãos e sistemas, com expressiva morbidade, redução da capacidade de trabalho e da expectativa de vida, necessitando de identificação e tratamento precoce. Identificada precocemente na triagem neonatal, no teste do pezinho, na Atenção Básica, o exame de eletroforese de hemoglobina que identifica a doença, também é preconizado para todas as gestantes pela Rede Cegonha, e na triagem de doadores de sangue. Entretanto, a partir do 4º mês de vida qualquer pessoa pode ter acesso ao exame. É crucial que o tratamento seja iniciado o mais cedo possível. Segundo o Programa Nacional de Triagem Neonatal – PNTN/MS, em 2015, foram diagnosticados 1.149 casos novos de doença falciforme e 65.796 heterozigotos para Hemoglobina S (traço falciforme). Apenas 20% destas crianças atingem os cinco anos de idade caso não recebam o devido tratamento. Toda a medicação necessária para minimizar as complicações da doença, e melhorar a qualidade de vida dessas pessoas, é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (ácido fólico, analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos). Através de compra centralizada, o Ministério da Saúde disponibiliza a penicilina oral, medicamento usado para evitar possíveis infecções oportunistas, e que deve ser tomado todos os dias, até os cinco anos de vida. O exame preventivo de Dopller Trancraniano que identifica o risco de AVC em pessoas com DF, de 02 a 17 anos, também é ofertado na rede pública. Todos os estados brasileiros possuem pelo menos um centro especializado para atender a pessoa com doença falciforme que deve ser matriculada em um programa de atenção integral. Atualmente, o SUS passou a realizar o transplante de medula óssea para pessoas com DF até 16 anos e que atendam aos critérios clínicos.
Fonte: www.blog.saude.gov.b

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Visita ao HEMOPA

 OBJETIVOS DA VISITA:

1-Ampliar os conhecimentos sobre o Sistema ABO de grupos sanguíneos;

2- Conscientizar os alunos sobre a importância da doação de sangue;

3-Fazer com que os alunos se tornem multiplicadores da idéia de ser doador,

   junto a seus familiares e amigos;

4-Entender o ciclo que o sangue percorre, desde a doação, até a transfusão.

  VEJA AS FOTOS DA VISITA:

Doar sangue não dói, é rápido e salva muitas vidas. A quantidade de sangue retirada não afeta a sua saúde porque a recuperação acontece  após a doação.

Condições básicas para doar sangue:
- Sentir-se bem, com saúde
- Apresentar documento com foto, válido em todo território nacional
- Ter entre 18 e 65 anos de idade
- Ter peso acima de 50Kg
Recomendações para o dia da doação: 
- Nunca vá doar sangue em jejum
- Faça um repouso mínimo de 6 horas na noite anterior a doação
- Não ingerir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores
- Evitar fumar por pelo menos 2 horas antes da doação
- Evitar alimentos gordurosos nas 3 horas antecedentes a doação
- Interromper as atividades por 12 horas as pessoas que exercem profissões como: pilotar avião ou helicóptero, conduzir ônibus ou caminhões de grande porte, subir em andaimes e praticar pára-quedismo ou mergulho.   
Quem não pode doar?
- Quem teve diagnóstico de hepatite após os 10 anos de idade
- Mulheres grávidas ou amamentando
- Pessoas que estão expostas a doenças transmissíveis pelo sangue como AIDS, hepatite, sífilis e doença de chagas
- Usuários de drogas
- Aqueles que tiveram relacionamento sexual com parceiro desconhecido ou eventual, sem uso de preservativos.
O que acontece depois da doação? 
O doador recebe um lanche, instruções referentes ao seu bem estar e poderá posteriormente conhecer os resultados dos exames que serão feitos em seu sangue. Estes testes detectarão doenças como AIDS, Sífilis, Doença de Chagas, HTLV I/II, Hepatites B e C, além de outro exame para saber o tipo sanguíneo. Se for necessário confirmar algum destes testes, o doador será convocado para coletar uma nova amostra e se necessário, encaminhado a um serviço de saúde.
O que acontece com o sangue doado?
Todo sangue doado é separado em diferentes componentes (como hemácias, plaquetas e plasma) e assim poderá beneficiar mais de um paciente com apenas uma unidade coletada. Os componentes são distribuídos para os hospitais da cidade para atender aos casos de emergência e aos pacientes internados.
 Fonte e Mais Informações: Ministério da Saúde

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Como são produzidos os Glóbulos Vermelhos do Sangue (Hemácias)

Todas as células sangüíneas (vermelhas, brancas e plaquetas) originam-se do mesmo tipo de célula, a célula tronco hematopoiética pluripotencial. Esse grupo de células tem o potencial de formar qualquer um dos diferentes tipos de células sangüíneas e de reproduzir a si própria.
Durante a formação, as hemácias acabam perdendo seus núcleos e deixam a medula óssea como reticulócitos, que ainda contêm alguns restos de organelas. Mas essas organelas, eventualmente, deixam a célula é o eritrócito maduro é formado. Os eritrócitos duram em média de 120 dias na corrente sangüínea e são removidos por macrófagos no fígado e no baço.
Os responsáveis pela regulação da produção de glóbulos vermelhos  são os hormônio eritropoietina e níveis baixos de oxigênio. A eritropoietina ou EPO é um hormônio glicoprotéico produzido nos seres humanos e nos animais pelos rins e fígado (em menor quantidade) que tem como função principal regular a eritropoiese - processo de produção de eritrócitos (também denominados como hemácias ou glóbulos vermelhos do sangue). Em humanos adultos, a eritropoiese ocorre na medula óssea, mas em situações especiais como anemias severas pode ocorrer produção em outros órgãos, principalmente no fígado e no baço. Qualquer fator que diminua o nível de oxigênio no sangue, como doenças pulmonares ou anemia (número baixo de hemácias),   aumenta o nível de eritropoietina, que estimula a médula óssea  a produzir  mais células vermelhas e aumenta a rapidez com que elas maturam. 90% da eritropoietina é produzida nos rins. É por isso que quando os rins são removidos ou quando a pessoa apresenta insuficiência renal, ela se torna anêmica: ocorre a falta de eritropoietina. E, finalmente, outros componentes essenciais para a produção de células vermelhas são o ferro, vitamina B-12 e ácido fólico.

                                                         SANGUE
O sangue é uma mistura de células e plasma. O coração bombeia o sangue pelas artérias, vasos capilares e veias para fornecer oxigênio e nutrientes a todas as células do corpo. Ele transporta os dejetos das reações que acontecem nas células. 
Os glóbulos vermelhos, também conhecidos como hemácias ou eritrócitos, são as células mais abundantes do sangue. São elas que dão ao sangue a cor vermelha. Suas quantidades são um pouco diferentes em homens e mulheres: a média nos homens é de 5,2 milhões por mm³ (microlitro), enquanto nas mulheres essa média é de 4,6 milhões. Para você ter uma idéia, os glóbulos vermelhos compõem de 40 a 45% do sangue, a porcentagem de células vermelhas no sangue é, freqüentemente, medida e se chama de hematócrito. A relação das células em uma amostra de sangue comum é de 600 hemácias para cada leucócito e 40 plaquetas.  
                                       Morfologia e Fisiologia :
  • uma hemácia tem o formato de disco bicôncavo redondo e achatado;
  • As hemácia não possui núcleo (são anucleadas), pois o núcleo foi expulso da célula durante o processo de maturação;
  • elas podem mudar bastante de forma, sem quebrar enquanto se espremem pelos capilares. Os capilares são vasos sangüíneos minúsculos pelos quais o oxigênio, nutrientes e dejetos são trocados com o resto do corpo;
  • Os globulos vermelhos contêm hemoglobina, uma molécula especialmente projetada para armazenar oxigênio e transportá-lo para as células.
A função principal dos glóbulos vermelhos  é transportar oxigênio dos pulmões até as outras células do corpo. Elas conseguem fazer isso porque possuem uma proteína chamada hemoglobina, que é a responsável por transportar o oxigênio.
Nos capilares, o oxigênio é liberado e pode ser usado pelas células do corpo. É a hemoglobina que carrega 97% do oxigênio que chega aos pulmões e é transportado pelo sangue, enquanto os 3% restantes são dissolvidos no plasma. Graças à hemoglobina, o sangue pode transportar de 30 a 100 vezes mais oxigênio do que poderia ser dissolvido no plasma se elas não existissem.
A hemoglobina se associa livremente com o oxigênio nos pulmões, onde o nível de oxigênio é bem alto, para depois liberá-lo nos capilares, cujo nível de oxigênio é baixo. Uma molécula de hemoglobina contém quatro átomos de ferro, cada um deles podendo ligar-se a uma molécula de oxigênio, que é formada por dois átomos de oxigênio, na fórmula O2, o que dá um total de quatro moléculas (4 * O2) ou oito átomos de oxigênio para cada molécula de hemoglobina. 
As hemácias são as responsáveis pela coloração vermelha do sangue, para sermos ainda mais específicos, o responsável por isso é o ferro existente na hemoglobina. 33% de uma hemácia é  hemoglobina. A concentração normal de hemoglobina no sangue é de 15,5 
gramas por decilitro nos homens e 14 gramas por decilitro nas mulheres. (Um decilitro são 
100 mililitros ou um décimo de um litro.)
Além de transportar o oxigênio para as células do corpo, os eritrócitos também ajudam a remover o dióxido de carbono (CO2). Esse se forma nas células como um subproduto de várias reações químicas, vai para o sangue pelos capilares e é trazido de volta aos pulmões, onde é liberado e expirado por nós na respiração. As hemoglobinas têm uma enzima chamada anidrase carbônica, que ajuda a reação entre o dióxido de carbono (CO2) e a água (H2O) acontecer 5 mil vezes mais rápido. O resultado dessa reação é o ácido carbônico, que, por sua vez, se separa em íons hidrogênio e íons bicarbonato: 
                                                     PRODUÇÃO


Todas as células sangüíneas são produzidas na medula óssea. Quando somos crianças, a maioria dos nossos ossos produz sangue, mas conforme vamos envelhecendo, essa produção vai passando somente para os ossos da espinha (vértebras), esterno, costelas, bacia e pequenas porções do braço e da perna. A parte da medula óssea que continua a produzir células sangüíneas recebe o nome de medula vermelha, enquanto o restante da medula óssea é chamado de medula amarela.