terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Sucuri - Maior Réptil do Brasil


Reino: Animalia

Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Subordem: Serpentes
Família: Boidae
Gênero: Eunectes
Nomes populares:
arigbóia, boiaçu, boiçu, boiguaçu, boioçu, boitiapóia, boiuçu, boiúna, sucuriju, sucurijuba, sucuriú, sucuruju, sucurujuba , viborão e sucuri.
Nome científico: Eunectes spp.
(Sucuri verde- Eunectes murinus, sucuri pintada - Eunectes deschauenseei,
que vive na Ilha do Marajó - Eunectes beniensis e a sucuri amarela - Eunectes
notaeus).
Distribuição geográfica: Região central da América do Sul
Habitat: Rios, lagos e matas próximas a rios
Tamanho : Podem chegar até 12 metros
Hábitos alimentares: Carnívoro
Reprodução: Produz de 5 a 19 filhotes por ninhada, após gestação de 225 a 270 dias
Período de vida: Aproximadamente 30 anos
Também conhecidas como anacondas, as sucuris (Eunectes spp.) estão entre as maiores cobras do mundo - e ficam em primeiro lugar no Continente Americano nesse quesito. Seu tamanho só é ultrapassado pela sua prima asiática, a píton reticulada (Python reticulatus), conhecida como "comedora de macacos".

                                         Características: 

 Serpentes constritoras- aquelas que apertam as presas até sufocá-las, são
ovovivíparas (ovos eclodem no interior do corpo da fêmea), não são
venenosas e possuem dentição áglifa, sem dentes inoculadores de veneno. 
Mas a mordida poderosa atordoa a presa  que é rapidamente envolvida 
pelo corpo forte e robusto da serpente, vivem próximas a rios e lagos. 
Possuem hábito semi-aquático e, apesar de lentas na terra, são muito ágeis 
dentro d'água. A prova disso está no nome do gênero Eunectes
que significa "boa nadadora".
Geralmente elas se enrolam ao redor da presa que é levada para a água, 
onde morre por afogamento. O "abraço" forte das sucuris também pode 
matar suas vítimas por asfixia - cada vez que a presa expira, a serpente 
aperta mais até impedir a respiração por completo.
Embora relatos populares afirmem que a sucuri verde é capaz de engolir 

um boi, os bezerros é que são suas vítimas. No cardápio das Eunectes 
spp. encontram-se ainda capivaras, veados, peixes, tartarugas e 
jacarés. Há casos de canibalismo (quando o animal devora outro da 
própria espécie) devido a longos períodos de fome. Depois de uma
refeição a sucuri passa  horas descansando , pois engole a presa 
inteira - o que torna sua digestão lenta.  Os predadores naturais 
das sucuris são jacarés maiores, onças-pintadas e, quando estão 
feridas, viram  presa  fácil  para  as  piranhas.
O ser humano teme as sucuris. Mas é o maior responsável 

pela morte desses répteis. Inúmeras sucuris foram e ainda são mortas, 
não só pelo medo mas pela ganância humana. Sua pele é valiosa no 
exterior e é utilizada para a confecção de vestimentas e acessórios 
(pastas, bolsas etc.), além de servir de enfeite para muitas paredes 
estrangeiras. Por essas e por outras, a sucuri verde já foi classificada 
como espécie em risco de extinção.  Quando são acuadas podem
atacar e causar ferimentos graves tanto com sua mordida, 
que embora não tenha veneno é muito forte, quanto com a constrição, 
que pode asfixiar uma pessoa.
A sucuri amarela é protegida por lei da caça e da venda ilegal, mas 

seu maior inimigo é o desmatamento, que destrói as florestas 
em que vive e provoca alterações no regime hídrico dos rios, matando 
muitas delas pela seca e falta de abrigo.


                                                 LENDA DA SUCURI


É uma das mais conhecidas lendas do folclore amazônico. Conta a lenda que em uma certa tribo indígena da Amazônia, uma índia, grávida da Boiúna (Cobra-grande, Sucuri), deu à luz a duas crianças gêmeas. Um menino, que recebeu o nome de Honorato ou Nonato, e uma menina, chamada de Maria. Para ficar livre dos filhos, a mãe jogou as duas crianças no rio. Lá no rio eles se criaram. Honorato não fazia nenhum mal, mas sua irmã tinha uma personalidade muito perversa. Causava sérios prejuízos aos outros animais e também às pessoas. Eram tantas as maldades praticadas por ela que Honorato acabou por matá-la para pôr fim às suas perversidades. Honorato, em algumas noites de luar, perdia o seu encanto e adquiria a forma humana transformando-se em um belo e elegante rapaz, deixando as águas para levar uma vida normal na terra. Para que se quebrasse o encanto de Honorato era preciso que alguém tivesse muita coragem para derramar leite na boca da enorme cobra, fazendo um ferimento na cabeça até sair sangue. Mas ninguém tinha coragem de enfrentar o enorme monstro. Até que um dia um soldado de Cametá (município do Pará) conseguiu libertar Honorato do terrível encanto, deixando de ser cobra d'água para viver na terra com sua família.






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