sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Adenium spp - Rosas do deserto


Nome Comum: Rosa do deserto, lírio-impala, mini-baobá, falso-baobá
Ordem : Gentianales
Família: Apocynaceae
Gênero: Adenium
Espécies : obesum, multiflorum, somalense, socotranum, arabicum, oleifolium, boehmianum, crispum, swazicum e cristata
É uma planta herbácea, suculenta da família Apocynaceae, tem como centro de origem o Sul da África e a Península Arábica. Apresenta morfologicamente um espessamento do colo e sistema radicular, adaptação esta ligada ao armazenamento de água e nutrientes, o que garante a sua sobrevivência em locais áridos. No Brasil, recentemente a rosa do deserto tem sido demandada por floricultores e paisagistas devido ao seu alto valor ornamental e comercial.  
  
                            Características:
Caule tuberoso,  flores de diversas cores,  que vão desde da cor branca até as de tonalidades mais escuras como vermelho e rosa, por  cruzamento surgiram novas tonalidades. A temperatura ideal para a Adenium fica em torno de 10°C minímo e 30°C máximo. A planta gosta de clima quente, seco e sol (necessitando de muito sol para florescer);  A reprodução através das flores para obter sementes necessita de polinização  manual, já que a rosa do deserto no Brasil é uma planta exótica e consequentemente não tem polinizadores. Ou então adotar o método de mudas (galhos da poda). A seiva de Adenium boehmianum , A. multiflorum , e A. obesum contém glicosídeos cardíacos tóxicos e é usado como veneno de seta em toda a África para caça de grande porte. Planta exigente em relação ao solo, que deve ser muito bem drenado, suas flores são consideradas como as mais belas das suculentas e bastante resistentes, podem durar várias semanas. Em regiões quentes elas florescem o ano inteiro.

Adenium -  Saiba Diferenciar

uma Espécie de Outra:

1-Adenium multiflorum (Anã) - Geralmente, tem o tronco (caudex) mais estreito do que Adenium obesum, e é uma espécie decidual, com dormência obrigatória no inverno e floresce de maio a agosto, enquanto a planta está sem as folhas. As flores são abundantes e, possivelmente, o mais impressionante de todo o grupo. As pétalas são  em forma de estrela, de vermelho brilhante e de diferentes larguras que é nitidamente delimitada a partir das partes brancas interiores.

2- Adenium somalense (Anaconda)  -  Ocorre desde o sul da Somália, Quênia e na Tanzânia. Na Somália e áreas adjacentes do Quênia as plantas de ocorrência natural alcançam até 15 metros de altura, com tronco maciçamente  inchados. Em outras áreas, é mais arbustiva.  As flores são menores do que a maioria de outras espécies de adeniums , mas com lindas listras vermelhas e brancas.

3- Adenium socotranum -  é o mais raro de todos. É uma espécie endêmica da ilha de Socotra no Oceano Índico ao sul da península Arábica e do leste do Corno de África e que pertence ao Iêmen. É o gigante do grupo, com troncos maciços de até 10 metros de altura e 8 metros de diâmetro, possuem mais raízes que galhos.

4- Adenium arabicum -  Como o próprio nome sugere, vem da Península Arábica, especialmente a Arábia Saudita e o Iêmen.

5- Adenium obesum - Ocorre  em toda a África subsaariana, do Senegal ao Sudão e Quênia. Sua variabilidade na natureza é refletida por sua variabilidade no cultivo. Tem um período relativamente longo de florescimento no verão e continua em crescimento durante de inverno se mantido em ambiente coberto. É a espécie mais amplamente difundida em cultivo e é a mais usas para hibridação. As flores são de tamanho variável, mas podem chegar até 10 centímetros de diâmetro, dependendo dos tratos culturais. As margens das pétalas variam do rosa ao vermelho intenso. Plantas jovens desenvolvidas a partir de sementes têm um caudex distintamente inchado.

6- Adenium oleifolium  - é outra espécie menor, com um metro de diâmetro do caudex e ramificação de até dois metros de altura. É nativa do deserto de Kalahari, ao sul de Botswana, Namíbia e norte da África do Sul . É uma espécie de crescimento lento com flores relativamente pequenas.

7- Adenium crispum -  Ocorre em uma faixa de solo arenoso perto da costa do sul da Somália. Na natureza, o caudex  fusiforme é subterrâneo.  As flores pequenas são muito distintas e servem como o melhor identificador: a maioria dos clones tem pétalas que são esbranquiçadas com linhas vermelhas . Esta espécie é tão sensível ao frio como A. somalense. Eles também são intolerantes a condições quentes e úmidas.

8- Adenium boehmianum - é a espécie mais ocidental, proveniente do noroeste da Namíbia e do sul de Angola. Esta é uma espécie de crescimento lento, e deve ter vários anos antes da floração. As flores são geralmente de um pálido uniforme. É um arbusto ereto com hastes e raízes modestamente gordas. As folhas são as maiores do gênero. As flores são quase circulares em esboço e são suportadas no final do verão até o início do inverno.

9- Adenium cristata – Híbrida e tem leque de flores.

10- Adenium swazicum - Ocorre na costa leste do sul da África, no norte de Kwazulu-Natal, Suazilândia e partes adjacentes da África do Sul. Também ao sul de Moçambique (entre Magude e Chobela). Em seu habitat natural cresce em uma floresta aberta de baixa altitude, geralmente em areia e muitas vezes em solo salobra.

   Adenium Variegata
 Variegação  é a falta de clorofila em alguns tecidos da planta, causando zonas esbranquiçadas ou amareladas nas folhas, em contraste com o normal tecido verde. São plantas diferentes das da espécie em que surgiram em resultado do aparecimento natural e espontâneo de características  novas . Por ser raro e  atraente , cultivadores tendem a preservar essas plantas.


Imagens: Adenium

 Obesum e Arabicum

sábado, 6 de janeiro de 2018

Oração dos Animais

Meu São Francisco de Assis
Protetor dos animais
Olhai por nós que rogamos
Vossa bênção e muita paz.

Olhai os abandonados
Sofrendo agruras nas ruas
E os que puxam carroças
Açoitados nas ancas nuas.

Pelos pobres passarinhos
Que não podem mais voar
Presos em rudes gaiolas
Só porque sabem cantar.

E as cobaias de laboratório
Que sofrem dores atrozes
Em experiências terríveis
Que lhes impõem seus algozes.

Pelos que são abatidos
Em matadouros insanos
Para servir de alimento
Aos que se dizem humanos

Olhai os que são perseguidos
Sem piedade nas florestas
Só por causa da ambição
Dessas caçadas funestas.

Pelos animais de circo
Que não têm mais liberdade
Presos em jaulas minúsculas
À mercê de crueldade.

Olhai os bois de rodeio
E os sangrados nas touradas
Barbárie e crimes impostos
Por pessoas desalmadas.

Pelos que têm de lutar
Até a morte nas rinhas
Quando o homem faz apostas
Em transações tão mesquinhas.

Olhai para os que são mortos
Nos macabros rituais
Em altares religiosos
Que usam sangue de animais.

Meu bondoso protetor
Oro a vós por meus irmãos
Para que sua dor e tristeza
Não sejam sofrimentos vãos

Ivana Maria França de Negri