sexta-feira, 29 de junho de 2018

Fábula: A cobra e o vaga-lume


Conta-se que uma cobra começou a perseguir um vaga-lume. Fugiu um dia e ela não desistiu; dois dias e nada. No terceiro dia, já sem forças, o vaga-lume parou e disse à cobra:

- Posso lhe fazer três perguntas? Pertenço à sua cadeia alimentar?
- Não.
- Eu lhe fiz algum mal?
- Não.
- Então, por que você quer acabar comigo?
E a cobra responde:
- Porque não suporto ver você brilhar.

A química do vaga-lume
A Luz é  uma força tal poderosa em nosso universo que a ideia de um organismo poder criar sua própria luz é algo inacreditavelmente. Como eles estão produzindo esta "luz"? E por que é útil para a sobrevivência deles? Vaga-lumes necessariamente devem  utilizar esta habilidade fantástica para algum propósito importante. 
         O fenômeno da luz brilhante é denominado "Bioluminescência" e diversos organismos possuem essa capacidade de emitir luz. Na definição geral, temos que é "o processo em que luz é produzida por uma reação química que origina no organismo". A Bioluminescência é encontrada principalmente no fundo do oceano mas vaga-lumes também possuem esta habilidade.
          Ambos os sexos de vaga-lumes fazem uso de  um padrão de flash específico que pode variar de um estouro curto a uma sucessão flamejante, contínua e longa. Em suma, a lanterna do vaga-lume é essencialmente um dispositivo de namoro; mas como o vaga-lume gera a luz de fato?
          Pesquisadores da Universidade de Tufts, nos Estados Unidos, descobriram que a mesma substância responsável pelo controle da pressão sanguínea que leva à ereção do pênis, o óxido nítrico, (NO) serve de mensageira entre o impulso elétrico emitido pelos neurônios do vaga-lume e o disparo do flash luminoso. Durante os dois anos de pesquisa, os cientistas americanos demonstraram que a lanterna dos vaga-lumes se acende sempre que se estimula a produção do óxido nítrico.

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